Marina Paixão

SÉRIE 3 – O MEU SALTO DE PARAQUEDAS

“Saltar de paraquedas?”     “Você perdeu o juízo?”    “E se o paraquedas não abrir?”     “É muito perigoso”

Ouvi essas e muitas outras frases antes de viajar. O que não faltou foi gente para me desencorajar, e isso geralmente acontece quando contamos os nossos sonhos para algumas pessoas ( as vezes, da própria família).

Eu nunca me considerei corajosa. A raiz desse problema era o fato de eu não me achar boa o suficiente, porque em termos de sonhos e vontades, eu nunca economizei. Deus sempre me deu os mais impossíveis e improváveis sonhos, grandes demais para uma mocinha de 22 anos que mora em Belo Horizonte.

Saltar de paraquedas não foi só a realização de um sonho. Por achar que não era boa o suficiente, eu tinha dificuldade de expressar/ externar quem eu sabia que era por dentro, o que eu sentia e pensava. Lembro de um acampamento na minha igreja que um amigo me fotografou em um momento super especial, e ele disse que naquelas fotos, ele me via expressando uma liberdade de espírito que refletia Jesus de uma forma muito singela. Eu finalmente havia colocado para fora a liberdade que existia dentro de mim, livre e destemida.
É assim que eu me sinto vivendo com Jesus, mas nem sempre é fácil, e começar o ano de 2020 saltando de paraquedas foi uma forma de externar a minha oração do dia 31.12.19 dizendo “Ei, eu entendi. Eu posso sentir o medo, mas ele não pode me impedir de viver os sonhos que um dia você plantou em mim, porque eu sou corajosa sim. Confiar em você mesmo sem enxergar o chão ( literalmente hehe ) me levará aos lugares certos, com as pessoas certas e na hora certa. Eu topo, estou dentro.” E depois que eu falei isso e o paraquedas abriu, senti Deus me falando: “Presta atenção nessa visão privilegiada de apenas uma parte do todo. Desfruta a visão, essa é a recompensa quando você deposita a sua confiança em mim. Desfruta e celebra o que ainda pode não fazer total sentido mas que está por vir!”

O salto foi incrível. Acho que a parte mais apavorante foi quando a luz verde acendeu dentro do avião e percebi que eu estava prestes a pular da porta escancarada de um avião no meio do céu. Os primeiros 10 segundos de queda livre eu não consegui me concentrar muito, gritei tanto que meu instrutor deve ter ficado com dor no ouvido. Depois que fui acalmando e o paraquedas abriu, acho que não consigo me expressar com palavras, mas lembro de cada sensação. Foi um presente! Uma dádiva! Saí de lá falando que voltava em 6 meses! Se você é corajoso, pule de paraquedas um dia!!!

 

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